Netanyahu diz que guerra 'esmagou' programas nuclear e de mísseis do Irã
11/04/2026
(Foto: Reprodução) Netanyahu visita Arad, no sul do país, após bombardeio iraniano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a campanha conjunta conduzida por Israel e Estados Unidos contra o Irã conseguiu “esmagar” os programas nuclear e de mísseis balísticos da república islâmica.
“Conseguimos destruir o programa nuclear e o de mísseis”, disse Netanyahu neste sábado (11) em um pronunciamento televisionado.
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Segundo ele, a guerra contra Teerã também enfraqueceu a liderança iraniana e seus aliados na região.
“Eles queriam nos estrangular, e agora nós os estamos estrangulando. Eles nos ameaçaram com a aniquilação, e agora estão lutando pela sobrevivência”, afirmou.
Israel diz querer iniciar negociações de paz
Na quinta-feira (9), Netanyahu disse que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah.
"Tendo em vista os repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí ontem o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível. As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano", disse Netanyahu em comunicado.
No mesmo dia, um deputado do Hezbollah disse que o grupo extremista rejeita qualquer conversa direta entre Israel e Líbano, segundo a agência de notícias AFP.
As declarações acontecem após Israel realizar na quarta-feira (8) a "maior onda de bombardeios" contra o Líbano desde o início da guerra no Oriente Médio.
Foram 160 mísseis disparados contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos.
O Ministério da Saúde do Líbano informou neste sábado (11) que pelo menos 2.020 pessoas morreram e 6.436 ficaram feridas em ataques israelenses desde 2 de março, quando a ofensiva começou.
*Com informações da Reuters e da Agence France-Presse
Netanyahu durante coletiva à imprensa na Casa Branca, após encontro com Trump
Jim Watson / AFP