'Dor que vou carregar pro resto da vida', diz mãe de jovem que sumiu no Rio Acre há um ano
16/03/2026
(Foto: Reprodução) Roger da Silva Matos, que desapareceu ao mergulhar no Rio Acre, e a mãe Roseane da Silva
Arquivo pessoal
Após um ano Roger da Silva Matos, de 18 anos, sumir nas águas do Rio Acre ao nadar com amigos na região da Gameleira, em Rio Branco, a mãe dele, Roseane Silva, falou sobre a dor da perda e a falta de respostas. Apesar das buscas dos bombeiros e dos familiares, o corpo do rapaz nunca foi encontrado.
👉Contexto: Roger desapareceu no dia 15 de março de 2025 durante a cheia do Rio Acre. O jovem estava no local com um grupo de amigos quando decidiu dar um mergulho antes de ir embora. Após passar por baixo da Ponte Juscelino Kubitschek, conhecida como Ponte Metálica, ele não foi mais visto. Após seis dias, os bombeiros suspenderam as buscas.
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“Não é nada bom o sentimento, sempre vai ficar faltando algo. Uma dor muito grande que vou carregar pro resto da vida. Tem muita gente que não entende e pergunta por que eu fico lembrando, mas tenho amor, carinho. É um sentimento que não tem explicação, só sente quem perde”, disse Roseane.
Roger da Silva Matos, 18 anos, desapareceu ao tomar banho do Rio Acre durante cheia ano ano passado
Arquivo pessoa
Após as suspensão das buscas pelos bombeiros, a família chegou a alugar um barco e continuou a procurar por conta própria por mais alguns dias, porém, precisou interromper o trabalho por causa dos custos.
Após o sumiço de Roger no rio, foram instalados placas de alerta na região da Gameleira informando que o local não é recomendado para banho.
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Roseane diz que a ausência de respostas e o fato de não ter conseguido se despedir do filho tornam o luto ainda mais difícil.
“O que mais dói é o fato de não termos achado o corpo do meu filho para fazermos um velório e enterro digno como ele merece. É o que dói mais para família e para mim porque é uma vida, um ser humano. Não pude fazer o velório”, lamentou.
A mãe contou também que, apesar de tentar seguir com a rotina, a lembrança do filho permanece constante no dia a dia. “Podem até dizer que eu sorrio e estou feliz, mas só eu sei o que sinto por dentro. É uma dor enorme perder um ente querido, ainda mais um filho”, afirmou.
Família chegou a fazer buscas por Roger durante alguns dias
Arquivo pessoal
'Lembranças boas'
Roseane afirma ainda que as memórias que guarda de Roger são o que ajudam a seguir em frente, mesmo diante da saudade que sente.
“Tenho lembranças boas do Roger e isso é o que me sustenta e dá forças. Me dói muito falar sobre ele, sinto essa dor todos os dias. Não ouvir mais a palavra ‘mãe’ quando ele me ligava ou mandava mensagem”, relembrou.
Ela também diz que, desde o fim das buscas, não recebeu novas informações sobre o caso. “Até hoje não tive respostas dos bombeiros, não falaram mais nada. As pessoas, infelizmente, esquecem, mas a gente que é mãe nunca esquece”, finalizou.
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VÍDEOS: g1
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