Clientes denunciam cancelamento de viagens e falta de reembolso por agência em Santa Rita do Sapucaí, MG
21/10/2026
(Foto: Reprodução) Clientes denunciam cancelamento de viagens e falta de reembolso por agência
Clientes da Agência de Turismo Culturale denunciam o cancelamento de viagens próximo à data do embarque e a falta de reembolso dos valores pagos. Os consumidores, de Santa Rita do Sapucaí e de outras cidades do Sul de Minas, afirmam que não receberam os vouchers que comprovariam as reservas de passagens aéreas e hospedagens.
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Uma das viagens canceladas tinha como destino Porto de Galinhas e seria realizada por uma família em comemoração ao aniversário de uma criança.
“Hoje, no caso, era para eu estar embarcando para Porto de Galinhas, e não vai acontecer. Estava indo para comemorar os 10 anos do meu filho. Em maio, a gente fechou essa viagem, pagamos à vista e estávamos na expectativa. Aí, na sexta-feira, quando começou um rebuliço na cidade falando do que tinha acontecido com os outros três grupos, que a viagem não tinha acontecido, isso já começou a me preocupar”, disse a diretora de escola Marcella de Oliveira.
Clientes denunciam cancelamento de viagens e falta de reembolso por agência em Santa Rita do Sapucaí
Reprodução EPTV
Outras viagens agendadas para estados do Nordeste também foram canceladas. A assistente administrativo Andrea Maria Prado Carneiro contou que pagou cerca de R$ 5 mil por um pacote de viagem para ela e o namorado, com voo e hospedagem.
“Minha viagem individual, minha e do namorado, deu em torno de R$ 5 mil. O pacote era hotel e voo. No dia do embarque, horas antes de embarcar, ficamos procurando saber do voucher da liberação da viagem, e ela não nos passou. Bem em cima da hora, de tanto pressionar e ir lá, saiu uma nota falando que teve overbooking no voo. Aí, depois, saiu uma notinha falando que a viagem não seria realizada e que depois ela se explicaria”, afirmou.
A aposentada Neuza Pivoto disse ter pago R$ 2.777 pelo serviço e não ter recebido nenhum valor de volta. “Não, nem um centavo. E não sabemos onde ela está”, disse.
Segundo os clientes, a comunicação com a agência era feita por meio de um aplicativo de mensagens. Depois dos cancelamentos, eles não conseguiram mais contacto com a responsável, e as portas do estabelecimento foram fechadas.
O ponto em comum entre os relatos é que os consumidores não receberam os vouchers das viagens. Os documentos comprovariam a emissão das passagens aéreas e as reservas de hospedagem. As vítimas afirmam que confiaram na agência mesmo sem receber esses comprovativos.
Clientes denunciam cancelamento de viagens e falta de reembolso por agência em Santa Rita do Sapucaí
Reprodução / EPTV
O morador de Cachoeira de Minas João Evangelista comprou uma viagem para comemorar o aniversário em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Segundo o relato, a agência comunicou o cancelamento dois dias antes do embarque.
Boletins de ocorrência por estelionato foram registados pelas vítimas. O advogado João Evangelista Pereira afirmou que o objetivo é apurar se houve responsabilidade criminal.
“Para que seja apurada a responsabilidade criminal, porque nós analisamos a situação e entendemos que houve dolo. Então, houve a intenção de praticar o ilícito. Não foi só uma desavença comercial, uma vez que ela angariou o dinheiro, não fez reserva nenhuma em hotel nenhum e não comprou as passagens aéreas. E, no grupo, ela ia informando que tinha feito, quando, na verdade, era tudo mentira”, disse.
A aposentada Cleusa Pivoto também tinha contratado viagens para Maceió e Portugal. Ela afirmou que teve um prejuízo de R$ 10 mil, além de outros gastos relacionados com os planos de viagem, como a compra de euros.
Clientes denunciam cancelamento de viagens e falta de reembolso por agência
“R$ 10 mil, fora depois as outras coisas que vinham, entendeu? Comprar euro. Eu me sinto idiota porque confiei nela, pagando uma viagem em maio do ano que vem, que eu nem sabia se ia acontecer. Aí eu caí na real por causa dessa. Essa que ela aprontou com a turma todinha. Não foi só o nosso grupo, não. São quatro grupos que ela deu o calote”, afirmou.
Em nota, a Agência de Turismo Culturale reconheceu o que classificou como “intercorrências operacionais”. A empresa informou que abriu uma auditoria administrativa própria para apurar os dados no prazo de 90 dias.
Segundo a agência, depois da conclusão do procedimento, os consumidores serão procurados para que sejam tomadas as medidas cabíveis, de acordo com cada caso.
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