Brasileira suspeita de stalkear Jung Kook, do BTS, é detida novamente e indiciada por perseguição e invasão de propriedade na Coreia do Sul
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Jungkook, do BTS
Divulgação
A brasileira de 30 anos suspeita de perseguir o cantor Jung Kook, do grupo BTS, em Seul, na Coreia do Sul, foi detida novamente em 27 de fevereiro e indiciada por violação da Lei Anti-Perseguição e invasão de propriedade.
Em janeiro, ela chegou a ser levada à delegacia pela polícia de Yongsan, no Centro de Seul, após ir até a residência do cantor, localizada no mesmo distrito. Na época, familiares afirmaram ao g1 que a brasileira tem transtorno mental e que tentavam trazê-la ao país. Ela teria viajado sem avisar a família (leia mais abaixo).
Segundo o g1 apurou, a brasileira foi encontrada pelas autoridades coreanas e levada para um centro de detenção, onde ficará presa preventivamente até o fim das investigações e do julgamento pela Justiça da Coreia do Sul. Ela tem recebido visitas do consulado e mensagens de familiares.
O jornal "The Korea Herald" divulgou que a mulher teria invadido a residência de Jung kook 20 vezes ao longo de um mês, desde 7 de dezembro de 2025. Diante disso, as autoridades a detiveram e encaminharam o caso ao Ministério Público.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por meio da Embaixada em Seul, disse que "presta assistência consular à nacional brasileira".
O g1 questionou se a mulher deve ser deportada só após o fim das investigações, mas o ministério não informou detalhes.
"Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros", disse a pasta, em nota.
Transtorno mental
Jungkook, do BTS
Divulgação
O caso da brasileira repercutiu na mídia internacional em janeiro e passou a ser acompanhado com preocupação pelos familiares dela, que falaram com exclusividade ao g1, na época.
Uma parente afirmou que a jovem é da Paraíba, mas morava em São Paulo por pelo menos dois anos e não avisou a família quando viajou para Seul, em novembro.
Segundo ela, os familiares tentavam trazê-la de volta ao Brasil por considerarem que a situação é de urgência, já que ela estaria em surto por acreditar que Jung Kook é o amor de sua vida.
“Ela saiu da Paraíba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando”, relatou uma parente.
A familiar afirmou ainda, na época, que a rotina da família foi impactada pela preocupação constante.
“A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida”, disse.
Segundo a parente, médicos apontam que a brasileira tem transtorno mental e necessita de medicação controlada. “Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, afirmou.
Outra familiar, que também preferiu não se identificar, disse que a jovem já teve um surto semelhante em 2021.
“Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou.
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